Os cinco principais arrependimentos de pacientes terminais

quinta-feira, junho 7

(Bella's Glorious Adventure illustration by John Bauer ) 

Recentemente foi publicado nos Estados Unidos o livro “The top five regrets of the dying” (algo como “Os cinco principais arrependimentos de pacientes terminais“) foi escrito por Bonnie Ware, uma enfermeira especializada em cuidar de pessoas próximas da morte.
A publicação foi analisada pela Dra. Ana Cláudia Arantes – geriatra e especialista em cuidados paliativos do Hospital Albert Einstein – que comentou, de acordo com a sua experiência no hospital, cada um dos arrependimentos levantados pela enfermeira americana.

Confira o resultado abaixo:

Eu gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim. 
É um sentimento muito frequente nessa fase. É como se, agora, pudessem entender que fizeram escolhas pelas outras pessoas e não por si mesmas. Na verdade, é uma atitude comum durante a vida. No geral, acabamos fazendo isso porque queremos ser amados e aceitos. O problema é quando deixamos de fazer as nossas próprias escolhas.

Eu gostaria de não ter trabalhado tanto. 
Não é uma sensação que acontece somente com os doentes. É um dilema da vida moderna. Todo mundo reclama disso. Mas o mais grave é quando se trabalha em algo que não se gosta. Quando a pessoa ganha dinheiro, mas é infeliz no dia a dia, sacrifica o que não volta mais: o tempo.

Eu gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos. 
Quando estão próximas da morte, as pessoas tendem a ficar mais verdadeiras. Caem as máscaras de medo e de vergonha e a vontade de agradar. O que importa, nesta fase, é a sinceridade. A maior parte das pessoas não quer ser esquecida, quer ser lembrada por coisas boas. Nesses momentos finais querem dizer que amam, que gostam, querem pedir desculpas e, principalmente, querem sentir-se amadas. Quando se dão conta da falta de tempo, querem dizer coisas boas para as pessoas.

Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos. 
“Nem sempre se tem histórias felizes com a própria família, mas com os amigos, sim. Os amigos são a família escolhida. Ao lado dos amigos nós até vivemos fases difíceis, mas geralmente em uma relação de apoio”.

Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz. 
Esse arrependimento é uma conseqüência das outras escolhas. É um resumo dos outros para alguém que abriu mão da própria felicidade. Não é uma questão de ser egoísta, mas é importante para as pessoas ter um compromisso com a realização do que elas são e do que elas podem ser. Precisam descobrir do que são capazes, o seu papel no mundo e nas relações. A pessoa realizada se faz feliz e faz as pessoas que estão ao seu lado felizes também.
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 Se você pensa que, no futuro, pode se arrepender do que está fazendo agora, talvez não deva fazer. Faça o caminho que te entregue paz no fim. Para que no fim da vida, você possa dizer feliz: eu faria tudo de novo, exatamente do mesmo jeito.

(Texto retirado do site: Anderssauro.com )

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